Moradores ribeirinhos relatam impactos da hidrelétrica e cobram soluções do poder público

lideranças e moradores das comunidades afestadas
No dia 24 de março, o Centro de Convivência da Criança e do Adolescente (CCCA), no bairro Esperança, recebeu uma audiência pública que reuniu mais de 90 moradores de 23 comunidades ribeirinhas impactadas pela Usina Hidrelétrica de Curuá-Una. O encontro foi marcado por relatos de dificuldades enfrentadas no cotidiano e pela busca de soluções concretas para minimizar os prejuízos.
Entre os principais problemas apontados estão a variação brusca do nível do rio sem aviso prévio, a mortandade de peixes por baixa oxigenação da água, a contaminação de cacimbas, prejuízos à agricultura familiar, dificuldades no transporte escolar e até a morte de animais. Os comunitários reforçaram que tais impactos comprometem diretamente a qualidade de vida e a subsistência das famílias.
A audiência contou com a presença da promotora de Justiça Lilian Braga, do prefeito Jailson Alves, do secretário de Meio Ambiente Maurício Santamaria, do presidente da Câmara Francisco Pantoja, além de lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil. A ausência de órgãos como Eletronorte e Semas foi registrada com preocupação pelos participantes.
Como encaminhamento, o Ministério Público se comprometeu a realizar um mapeamento detalhado das comunidades atingidas e visitas técnicas às áreas mais críticas, garantindo acompanhamento próximo das demandas apresentadas.
O prefeito Jailson Alves destacou a importância da união entre poder público e as comunidade: "É fundamental que a Prefeitura esteja ao lado das famílias, ouvindo suas necessidades e buscando soluções junto às instituições competentes."
A Prefeitura de Mojuí dos Campos reafirma seu compromisso com a transparência e a defesa dos direitos das comunidades ribeirinhas, apoiando iniciativas que promovam diálogo e encaminhamentos efetivos para a melhoria da qualidade de vida da população.